28.5.12

Sem sentido. Juros Baixo.

Puxei a cadeira, sentei. Observei um sorriso, era sarcástico. O clima estava amistoso, mas a sensação era de insatisfação. Pedimos a entrada, algumas palavras se foram, outras não saíram, garganta seca, pedi uma água: “sem gás por favor”. Respirei fundo, não estava com espírito para ouvir aquilo.

Depois de um garfo e uma faca, percebi que era necessário. Comer. Tem gente que não entende, mas é necessário todos os dias. De qualquer forma o assunto mudou de tom, ficou agradável, era por isso que eu esperava. Estava ali exatamente aguardando este momento, ou aquele olhar. Era hora de pedir a sobremesa.

O garçom estranhamente não parecia paciente, talvez por que segunda feira não seja um bom dia para servir. Bom, não é problema meu. O desvio do pensamento foi suficiente para me perder do som que saia no movimento dos lábios. Rosados, não conheço aquele batom, mas parecia ter sido criado para aqueles lábios. Curioso como certos movimentos apenas fazem sentido se ocorrem com objetos específicos.

Imediatamente fui surpreendido, não, aquilo não estava acontecendo. Não entendi. Quer saber, que se dane. Vou fazer, abri e boca e tomei a atitude mais impulsiva dos últimos anos.

Destaque 1: Não estou me expondo, apenas sendo sincero ao ponto de fantasiar ao extremo.

Destaque 2: Mentira é sinônimo de inteligência.

Destaque 3: Ei Joel vai tomar no cu!

Um comentário:

  1. vc usa montes de frases curtas. eu escrev(o)ia assim. eu vou retomar esse post em algum momento. sabe, né?
    ps: traz gasosa cini pra miiiiiim! pode ter nas americanas uhahuauha

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