8.6.12

Beija flor que trouxe meu amor, voou e foi embora.

É hora de parar de reclamar. Cansei. Não de vocês. Acredito ter errado afastando meio mundo, mas foi uma escolha e não vou voltar atrás. O incomodo maior está em mim. Esse sentimento absurdo que não vai embora, preciso me libertar de mim mesmo. É necessário parar de alimentar a insatisfação, olhar para felicidade alheia querendo que fosse a minha. Ta decidido, vou começar a sorrir sozinho ou na Cia de quem quer sorrir junto.

“Um homem de moral não fica no chão, nem quer que mulher lhe venha dar a mão, reconhece a queda e não desanima, Levanta sacode a poeira e dá a volta por cima”.

Tenho falado demais, escrevendo percebi que estou repetindo o discurso. Mas, porém, contudo, todavia uma hora tem que parar.

Novidade 1: É no mínimo curioso comprar passagem pra Natal e Fortaleza nesse contexto. Pior seria se pior fosse.

Novidade 2: Barquinho vem...

7.6.12

Mundos paralelos

Na noite seguinte:

- A última vez em que Ana falou com Zé não havia muito tempo. Ela não estava feliz, na verdade, se perguntava se algum dia chegou a ser. A impulsividade nunca foi seu forte, mas também nunca soube planejar suas ações. Ana não fala, prefere observar, é melhor pensar do que agir, o risco de errar diminui. Ela virou a cabeça para o lado direito da cama e em mais um dia demorou a adormecer. –

Na semana seguinte:

Zé ficou feliz com a ligação recebida. Pensou que não fosse acontecer, mas para sua surpresa ela ligou. Mesmo estando tão longe, um fio de esperança voltou a surgir. Não era apenas a sintonia do primeiro beijo que ainda estava fixa em sua mente, mas a esperança de fazê-lo esquecer daquilo que ainda o atormentava. Zé esconde muitas coisas.

Tensão 1: Foi impulsivo, mas acho que vai ser melhor, pra todo mundo. Desculpe.

Tensão 2: Obrigado pela atenção.

Tensão 3: Respeito, por favor.

Tensão 4: MIB 3 é um filme fraco.

Não leiam, texto inútil!

Dormi mal. Acordei de igual modo. Não, a culpa não é de nenhuma menina, nem da posição da lua (chupa amigas que me chamam de bipolar!).

Complicado falar mal da minha cidade, como não consigo, colocarei a culpa para quem é de direito. Essa porra desse feriado e esses malditos paulistas, mineiros e afins que resolvem vir pra cá.

Demorei duas horas e quarenta minutos pra chegar ao trabalho e três horas e dez pra voltar. É, meus amigos, passei mais tempo dentro do carro do que na empresa. É inadmissível, como diria minha chefe, chegar em casa e não ter condições físicas de ver o jogo do Flamengo (independente de que Flamengo seja este).

A companhia era boa e foi o que salvou. Mas voltando ao ponto, eu me pergunto: “Por que?!!?!?!?! Está frio, o mar de ressaca, o carioca ta puto(Tudo bem, eu sei nem todos...) e o mais importante: Eu não quero a presença de vocês aqui! #prontofalei

Cansado 1: Não fui, mas o feriado promete.

Cansado 2: Parabéns Dean Martin, nascido em 7 de junho de 1917.

Cansado 3: Pode ligar, eu vou atender, mas não espere, não vou ligar.

5.6.12

É tudo verdade – Um ótimo documentário

Zé levantou na manhã seguinte pensando em não trabalhar. A verdadeira vontade era estar em outro lugar. Verdades, mentiras, ele sorriu.

Era o inicio de uma terça feira, ele tinha uma informação que o incomodava. Queria falar com alguém, manifestar sua insatisfação, gritar. Pela primeira vez depois de muito tempo conseguiu se controlar, a decisão mais acertada foi mentir. Fazia bastante tempo ele aprendera a arte de manipular o que realmente sentia, porém a decisão de não agir mais desta forma foi embora junto com o seu “ar bondoso”.

Zé queria fazer alguma coisa, pensou em procurá-la, mas não:

- Ela não merece mais – disse ele.

No mesmo instante cantarolou um refrão:

Here's the moment comes

Feel the taste return

Your bitter lips are close to me

Redemption is a smile

Is have left me for a while

Charity is not a part of me

So take it all away

Things changed for me today

Why can't we let it be

Gargalhou. Zé estava confuso com a própria cabeça. Não sabia se cantava pra esquecer ou pra aceitar a sua própria escolha. A verdade era que ele queria falar, mas:

- Eu minto melhor pra mim do que pra qualquer outra pessoa. – Bocejou num tom irônico.


Verdade 1: Eu nasci pra ficar do lado do quadro negro (ou branco) falando e obrigando todos os outros que estão sentados à me ouvir.

Verdade 2: Sobre o dinheiro, então, menti, vou falar não.

Verdade 3: Talvez seja tudo mentira.

3.6.12

Revolta!

Acabou! É verdade, o final de semana acabou, inconscientemente me vem a pergunta: E daí?

- Daí que a porra do transito vai estar um inferno!

- Daí que ela vai entrar no meu carro sorrindo e eu estarei com vontade de manda-la se fuder!

- Daí que o feriado é só na quinta, logo a porra da segunda, terça e quarta irão durar mais do que qualquer segundas, terças e quartas do ano.

- Daí que o domingo foi uma merda, mas por mais péssimo que tenha sido nada é pior que vê-lo acabando.

Fato 1: O dinheiro não compensou.

Fato 2: Acho bem que vou viajar, mas se for, levo vocês comigo!

Fato 3: Vão se ferrar todos vocês que não precisam acordar cedo amanhã!

2.6.12

Portal!

O programa de hoje era fotografar, ver gente, e talvez, sorrir. Fiz um pouco de cada coisa. Sou cético demais pra acreditar em magia, mas o centro do Rio de Janeiro é definitivamente um lugar sobrenatural. Em dia de feira do lavradio o céu se recusa a cumprir a previsão de chuva, posso ouvir os anjos se indignando com a ordem do Criador para respeitarem a obra de arte que se espalha pelas centenas de barracas, que em todo primeiro sábado, ali habitam.

Sim estava sol. O samba faz as pessoas respirarem de uma maneira diferente. Num bar uma menina com os óculos engraçados batia o pé sem perceber, em outro um flamenguista esmurrava o próprio peito discutindo, provavelmente, com algum vascaíno. Ahhh.. o ar do Rio!! O garçom sorri com a gorjeta recebida em dólar pelo turista de cabelos engraçados. Roupas, brincos, artesanatos, discos, pinturas, móveis, nada é mais importante do que o lugar.

Tenho quase certeza que um portal é colocado na esquina da Av. Mem de Sá todo primeiro sábado de cada mês. Um simples casal sentado no meio fio se torna parte da história carioca simplesmente por estarem ali, descansando numa tarde de sol as margens dos arcos mais famosos do mundo.

Poderia escrever eternamente sobre isso, mas um amigo tocou a campainha, volto outra hora.

Obs.: Sabe aquela sensação de paz por ter tomado a decisão certa, depois de longos anos de dúvidas e incertezas? Pois é, não sinto isso faz tempo.

Obs2.: Arcos do triunfo é o caralho! Sim! os arcos da Lapa são os mais famosos do mundo.

31.5.12

Contexto

A recepcionista achou estranho o tom de voz, não entendeu bem a ultima frase e ignorou:

- Com este cartão o senhor terá acesso ao seu quarto e também irá fazer o elevador funcionar, 7° andar ok?

Muito esquisito ver um elevador funcionando com um cartão, (mas...):

- É no mínimo curioso dois hotéis em estados diferentes hospedarem a mesma pessoa no mesmo número de quarto - pensou Zé.

Naquela noite ele se sentiu sozinho. Fazia tempo que essa presença não aparecia em sua mente, desta vez tudo estava de volta. A demora em dormir não era novidade, o travesseiro não ajudava. Por alguns segundos ouviu ruídos, a porta foi forçada. Ele pulou da cama, seu coração estava batendo a uma velocidade fora do normal. “Quem é?”, silêncio.

QUEM É ?? Gritou ele. Desta vez uma voz feminina soprou em seus ouvidos.

Era ela. A voz era dela.

- Não é possível! se assustou.

A mão estava suada. A saliva já não estava presente do mesmo jeito que no jantar consumido ha minuto atrás. Ele não sabia o que fazer. Seu coração tremia, por alguns segundos ele se imaginou suando em cima da cama ouvindo aquela voz sussurrar no seu ouvido direito. A reação imediata foi dizer:

- Você poderia me responder o que quero ouvir?

A voz:

- Como já sabe o que não quer, saiba perguntar.

Zé pensou:

- Não deveria ter recomeçado.

Os olhos se abriram, ele percebeu que não deveria ter adormecido com o notebook no colo, olhou no relógio e sorriu, a conclusão foi uma resposta para o sonho e para a hora que o relógio marcava.

- Agora é tarde.